domingo, 25 de outubro de 2009
o saci na forma de ciclone
sogra é uma droga. Cunhada, é pior ainda. Socorram-me! Meu marido já está brigado da cunhada. Sogra quer fazer as pazes e força-los a se encontrar. Meu marido vaza daqui de casa ao saber que ela vem. Eu recebo as duas. Que se isolam com meu filho no quarto, enquanto uns vizinhos chegam e eu fico na sala. Sensação de: "nesse momento quero tirar essa criança de você" vindo delas. Nada dizível. Tudo pressentível. Falam horrores de mim pelas costas. Meu marido já disse. Minha sogra é sonsa: "sou uma mulher de Deus, eu não minto!" Eu me pergunto se meu Deus é o mesmo dela.
Tomara que a cachorra não defeque na cozinha.
Meu marido quer romper ligações com a mãe também. Não aguento. Mãe não é pra se jogar assim fora, apesar de ser minha sogra e achar que todo o ranho entre meu marido e a irmã são culpa minha. A cunhada colabora com isso também. Pérolas aos porcos, pearls to the pigs.Depressão, síndrome de agressão canina, tudo isso enquanto meu filho dorme.
Um bicho acabou de pular em mim. Odeio a primavera e seus insetos.
Os blogs ainda estão vivos? ou morreram e agora as pessoas usam o twitter e o meme? aquelas coisas sem graça em que o ctrl+c ctrl+v imperam e as pessoas só precisam dizer uma frase...
Amanhã tem curso, tem menino pra escola, tem que levar a cachorra ainda lá embaixo. Vou nessa.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
defeitinhos
Quando tinha uns 18 anos resolvi ser assim,e assim fiquei.Não engulo desaforos. E sou uma pessoa muito difícil de se conviver.
Isso é um problema quando se trabalha em um lugar onde todo mundo acha que manda. Isso é um problema quando se tem uma chefe que gosta de gritar mas não percebe isso, nem que lhe falem. Isso é um problema quando se tem um marido resmunguento. Um filho resmunguento. Uma mãe que quer mandar pra sempre.
Arg. Eu sobrevivo.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
considerações de mim para mim mesma
2. Trabalho demais - adiado. Estive em Cascavel para organizar um evento. Incrível que todas minhas viagens de trabalho dão em merda. Se eu fosse minha chefe escrota, não me mandava nunca mais. Ela tem um bom coração, sim, sim, mas é grossa feito uma pata de vaca. ô, mulher!
3. Preciso de cafuné e ultimamente a única pessoa a me dar isso tem dois anos e pouco.Estou naquele momento da minha vida onde todos os meus amigos viraram pó e não existe mais mirc para se fazer novos. Como é que se faz nessas épocas? Como é duro envelhecer só e rabugenta.
4. Preciso pagar o IPVA. Preciso pagar o IPTU. Comprar sapatos. Mudar minha vida. ôoooo, coisinha!
5. Preciso me controlar. So much.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
as delícias da terceira idade
- tá. pega uns petiscos também.
- ok. O que você quer beber?
- chá mate
- chá mate com água de coco.
- tá bom. isso presta?
- presta.
essa vai ser minha adrenalina de balada de quinta feira. E nem posso reclamar, porque pelo menos tem alguma coisa. Lei de Murphy rege e de todo esse tempo parado no trabalho, os problemas resolveram aparecer logo agora, que a chefe viajou, a substituta está de férias, o substituto da substituta passou em outro concurso e deu no pé e a mulher que entende dos assuntos foi fazer uma cirurgia nos dentes e só volta semana que vem. A vida é doce, mas o pepino nem é, e amanhã eu vou levar. Lá no trabalho. Então vou relaxar e aproveitar ali minha noite de loucuras com chá mate e água de côco.
nota: o acento de côco não saiu não, né? que caso drástico!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
homens-sereia e mexilhõesinhos - ou do antropomorfismo aplicado aos peixes ornamentais
Eu tenho um peixe chamado Mickey. Antes era só ele e o Alexandre, um peixe da mesma espécie no aquário. O Mickey ficava perseguindo o Alexandre insistentemente. Se esfregava nele, ficava de gonopódio duro na frente dele, perseguia... até que o Alexandre cansou e começou a dar porrada no Mickey. O Mickey parou com o assédio imoral.
Então o Alexandre morreu. Verminose, uma coisa terrível, triste mesmo seus últimos dias e me deixou bastante chateada. O Mickey também se abateu depois dessa. Achei que estivesse até doente, mas não, tava saudavelzinho. Resolvi comprar outro peixe para alegrar ele. A Shirley. Já que tinha rolado todo aquele sentimento não correspondido com o Alexandre, talvez uma fêmea não lhe despertasse tanto a libido.
Puro engano. Apaixonou-se. Ambos se gostaram, na verdade, mas Mickey criou uma tara em volta da Shirley que é algo que só a zoologia e o atlas do Dr. Pez explica. E foi aquele desejo louco invadindo o peixe. No primeiro dia eles bimbaram. Mickey só pensava nisso, sexo, sexo, sexo. Shirley engravidou. Mickey continuou obcecado. Já prestes a parir, Shirley às vezes não se aguenta de enjoo e se esconde de Mickey. Comprei uma outra fêmea, a Maria Betânia, para ver se aquela onda de monogamia obcecada acabava. Mas não, o Mickey põe a Betânia para correr, ela vive excluída e renegada num canto escuro do aquário.
Shirley não é besta. Ela descobriu esses tempos que é ela quem manda. O Mickey não come se ela não quiser (na hora da comida às vezes ela dá umas bicadas nele, que se satisfaz simplesmente com os restos dela. Muito diferente da época que era ele e o Alexandre, quando Mickey era um peixe cheio de apetite). Quando Shirley e Maria Betânia estão brigando por um mesmo floco de ração, o Mickey escurraça a rival de seu par. E mesmo prestes a ter os filhotes eu vejo ele conseguir cruzar com ela vez ou outra.
Os peixes são da espécie plati. Os machos dessa espécie, são extremamente poligâmicos, adoram um harém só para eles. Os machos competem entre si por território e fêmeas, o que não signifique que eles dêem uma relada entre si.
Agora me fala, vai, se você não conhece um homem assim. Eu já vi isso é de monte. Deviam mudar o gênero do homem para o do Xiphophorus maculatus.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
feira moderna
Eu tenho um novo hábito. Depois de me entregar por anos a joguinhos estúpidos na internet, resolvi ter um aquário. Sai caro... Sim, porque o único animal que eu consigo criar decentemente nesse apartamento sou eu. Veja meu marido e filho... duas feras selvagens. Haha.
Enfim, estou com esse aquário e nove peixes e litros e litros de leitura especializada e livros, sites e foruns. Fico querendo comprar as coisas, e montar outros aquários sem nem mesmo ter terminado este primeiro, fico querendo comprar câmera digital pra participar de concurso, e o armário da salinha do computador e a troca para um sistema elétrico bi ou trifásico, que são as coisas essenciais nesse cafofo, ainda nada. Tenho que decidir se faço a feira da semana ou compro o material escolar do menino também. Gastos. Ano novo, lá vem IPVA e IPTU. bonheur, bonheur.
Estou fudida e mal paga. Tem o tal do empréstimo que vai começar a bombar em fevereiro também e no final não serviu para nada. Suspiro. Eu disse que não ia ficar me lamentando ou resmungando aqui, né?
Mas o que mais afinal eu sei fazer?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
da inspiração alheia e da minha - ou olá, olá
Em meio a uma diáspora de amigos, uma crise conjugal sem precedentes, a terrível e inquieta fase dos dois anos do meu filho e uma pergunta de uma amiga blogueira, lá de Belém do Pará: E aí, quando você vai ter coragem de escrever de novo?
Vou ver se tenho agora, digo eu.
Inspirada não mais, nem menos pelo Marcelo Carneiro da Cunha, com suas crônicas impagáveis no Terra Magazine - Queria ter eu dinheiro para viajar e me aculturar assim - lá vou eu, retentar a empreitada. Li umas dez crônicas seguidas e tomei coragem.
Aproveitei também que estou no serviço público, e agora sou vagabunda profissional (hahaha, embora não tenha tido capacidade para passar em um concurso que pagasse bem, diga-se de passagem, porque ainda quero usufruir do meu status e direitos de pobre) com bastante tempo... hábil (achei a palavra!) para escrever. Aliás vagabunda não, que fica feio e hoje sou uma senhora casada (o que significa que faço bem menos o que as vagabundas não profissionais fazem o tempo todo).
Mas enfim, aqui estou eu e vamos ver se mantenho o pique deste dia inspirador.
Obs.: Meu Deus, como anda difícil achar um nome bom que ainda não tenham inventado para um blog!
